Olá, meus queridos e futuras estrelas do Direito! Quem me acompanha por aqui sabe que adoro partilhar um pouco da minha jornada e, claro, as aprendizagens que a advocacia nos oferece a cada novo dia.
A nossa profissão, mais do que nunca, exige uma resiliência incrível, não acham? Afinal, entre a carga de trabalho que parece nunca ter fim e a constante necessidade de nos adaptarmos às novidades — como a inteligência artificial, que está a redefinir a forma como atuamos — o equilíbrio torna-se um verdadeiro desafio.
Lembro-me de quando comecei e pensava que o conhecimento técnico seria tudo, mas a verdade é que a experiência prática, a gestão do tempo e até mesmo o marketing jurídico, feito de forma ética, são pilares para qualquer carreira de sucesso.
Tenho visto muitos colegas, especialmente os mais jovens, a sentirem-se um pouco perdidos neste cenário dinâmico. A pressão é real e, por vezes, esquecemos de cuidar do nosso bem-estar, algo que, pela minha vivência, é tão crucial quanto dominar o Código Civil.
Neste artigo, vou partilhar convosco aquelas dicas de ouro, baseadas em vivências reais e nas tendências mais quentes do mercado, para que possam não só sobreviver, mas prosperar na advocacia moderna.
Tenho a certeza que algumas das minhas histórias e estratégias vos vão ajudar a navegar por este mar de oportunidades e desafios. Vamos descobrir os segredos da advocacia na prática!
Olá, meus queridos e futuras estrelas do Direito! Quem me acompanha por aqui sabe que adoro partilhar um pouco da minha jornada e, claro, as aprendizagens que a advocacia nos oferece a cada novo dia.
A nossa profissão, mais do que nunca, exige uma resiliência incrível, não acham? Afinal, entre a carga de trabalho que parece nunca ter fim e a constante necessidade de nos adaptarmos às novidades — como a inteligência artificial, que está a redefinir a forma como atuamos — o equilíbrio torna-se um verdadeiro desafio.
Lembro-me de quando comecei e pensava que o conhecimento técnico seria tudo, mas a verdade é que a experiência prática, a gestão do tempo e até mesmo o marketing jurídico, feito de forma ética, são pilares para qualquer carreira de sucesso.
Tenho visto muitos colegas, especialmente os mais jovens, a sentirem-se um pouco perdidos neste cenário dinâmico. A pressão é real e, por vezes, esquecemos de cuidar do nosso bem-estar, algo que, pela minha vivência, é tão crucial quanto dominar o Código Civil.
Neste artigo, vou partilhar convosco aquelas dicas de ouro, baseadas em vivências reais e nas tendências mais quentes do mercado, para que possam não só sobreviver, mas prosperar na advocacia moderna.
Tenho a certeza que algumas das minhas histórias e estratégias vos vão ajudar a navegar por este mar de oportunidades e desafios. Vamos descobrir os segredos da advocacia na prática!
Dominar a Arte da Gestão do Tempo e da Produtividade

Ah, a gestão do tempo na advocacia! Quem nunca sentiu que o dia precisava de mais umas 10 horas para dar conta de tudo? Pela minha experiência, este é um dos maiores calcanhares de Aquiles de muitos colegas. Prazos apertados, clientes com demandas urgentes, a pilha de documentos que nunca diminui… É um ciclo vicioso que, se não for bem gerido, nos leva à exaustão. Lembro-me perfeitamente de uma altura em que passava noites em claro, convencida de que só assim conseguiria ser produtiva. O resultado? Estresse, menos clareza nas decisões e, ironicamente, uma produtividade que caía a pique. Foi então que percebi que precisava de uma mudança radical. Comecei a investigar técnicas, a testar ferramentas e a perceber que a priorização inteligente era a chave. Não se trata de trabalhar mais horas, mas de trabalhar de forma mais inteligente. O tempo é um bem precioso e, na advocacia, cada minuto conta, seja para a pesquisa de informações, elaboração de documentos ou para atender um cliente (ou até para tomar um café e respirar!).
A Priorização Inteligente e a Matriz de Eisenhower
Para mim, a Matriz de Eisenhower, que classifica as tarefas em urgente/importante, foi um divisor de águas. De repente, ficou claro o que precisava ser feito de imediato e o que podia esperar, ser agendado ou até delegado. Imaginem uma audiência marcada para amanhã: urgente e importante. Mas e a leitura de um artigo sobre uma nova legislação? Importante, sim, mas não urgente, pode ser agendada para um momento mais calmo. É sobre ter essa clareza que o jogo muda. Priorizar as tarefas diárias e estabelecer metas claras são o segredo. E, claro, aprender a dizer “não” a pedidos que não são prioritários e que sobrecarregam a agenda é fundamental, algo que me custou a aprender no início da carreira.
Ferramentas Digitais para uma Advocacia Mais Ágil
No mundo de hoje, não podemos ignorar a tecnologia. Ela oferece uma gama de ferramentas que podem transformar a forma como gerenciamos o tempo. Desde aplicativos de gestão de tarefas até softwares de gestão de escritórios, a automação de tarefas rotineiras liberta um tempo valioso para atividades mais estratégicas. Utilizo calendários eletrónicos religiosamente e tenho uma ferramenta que me ajuda a registrar o tempo gasto em cada tarefa automaticamente, o que é uma bênção na hora da faturação. No meu escritório, a gestão eletrónica de documentos e a pesquisa simplificada de ficheiros também se tornaram indispensáveis. É como ter um assistente super-eficiente que trabalha incansavelmente ao nosso lado.
A Inteligência Artificial: Aliada Poderosa ou Desafio Ético?
A Inteligência Artificial (IA) é um tópico que me fascina e, ao mesmo tempo, me faz refletir profundamente. Ninguém pode negar que a IA veio para ficar e que está a transformar a advocacia a um ritmo alucinante. Há quem veja com desconfiança, e percebo perfeitamente o receio, afinal, a nossa profissão é muito sobre o toque humano. No entanto, e digo-vos isto pela minha experiência, a resistência à mudança é, hoje, o maior risco. Quem conseguir adaptar-se mais rapidamente terá uma posição privilegiada no mercado. Já assisti a apresentações de ferramentas de IA que conseguem analisar jurisprudência, contratos e legislação em segundos, algo que antes nos consumia horas e horas de trabalho. Isso não é para substituir-nos, mas para nos dar “superpoderes”, como ouvi dizer recentemente.
Automatização e Análise Preditiva: Otimizando o Trabalho Diário
A automatização de tarefas repetitivas, como a pesquisa jurídica e a revisão de documentos, torna-se mais rápida e precisa com a IA. Ferramentas como o Spellbook ou o Leya, treinadas especificamente em temas jurídicos, são um exemplo claro disso. Além disso, a análise preditiva, que pode prever resultados de litígios e avaliar riscos, ajuda-nos a construir estratégias mais sólidas e eficientes. Imaginem ter dados para prever os resultados prováveis de um caso, cronogramas e até custos! Isso não só aumenta a nossa eficiência, como também nos liberta tempo para focar naquilo que nenhuma máquina pode replicar: a inteligência emocional, a negociação e a interpretação subjetiva das normas jurídicas.
Os Desafios Éticos e a Responsabilidade na Era da IA
Claro que, com tanta inovação, surgem novos desafios éticos e regulatórios. Em Portugal, o quadro legal ainda não acompanhou o avanço tecnológico, o que levanta questões importantes: podemos confiar cegamente numa pesquisa gerada por IA? Quem é o responsável se o algoritmo falhar? Como garantir a confidencialidade dos dados? Estas são perguntas que precisamos de debater abertamente. Pessoalmente, acredito que a IA deve ser vista como um auxiliar. Ela potencia a nossa análise estratégica, mas a decisão final, a sensibilidade humana e a responsabilidade profissional continuam a ser nossas. É crucial manter o discernimento e a supervisão humana para garantir a igualdade entre as partes e a justiça no processo.
O Bem-Estar e a Saúde Mental: Um Pilar Inegociável
Falar de bem-estar e saúde mental na advocacia é algo que me toca profundamente. Durante anos, a nossa profissão foi sinónimo de horas intermináveis, sacrifício pessoal e uma pressão constante para o alto desempenho, quase como se o esgotamento fosse uma medalha de honra. Contudo, e felizmente, isso está a mudar. Um estudo recente em Portugal revelou que 35% dos advogados não voltaria a escolher a profissão, e mais de um terço apresenta níveis elevados de ansiedade e depressão. Mulheres e advogados com menos anos de carreira parecem ser os mais afetados. Estes números são alarmantes e espelham uma realidade que muitos de nós já sentiram na pele: a nossa saúde mental não pode ser negligenciada. Lembro-me de quando um colega, visivelmente exausto, me confidenciou que o seu maior desafio não era ganhar casos, mas simplesmente conseguir levantar-se da cama todos os dias. Essa conversa marcou-me e fez-me olhar para o meu próprio bem-estar de forma diferente.
Reconhecer os Sinais e Pedir Ajuda
É vital reconhecer os sinais de esgotamento e de problemas de saúde mental. Cansaço persistente, irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade, ou até mesmo a perda de interesse por aquilo que antes nos apaixonava são alertas que não podemos ignorar. No nosso ambiente, muitas vezes, há um estigma associado a admitir vulnerabilidades. Mas digo-vos, pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um ato de coragem e de inteligência. A profissão é exigente, sim, mas não precisamos de a enfrentar sozinhos. A busca por apoio psicológico, a partilha com colegas de confiança ou a simples procura de um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal são passos cruciais.
Estratégias para Cultivar a Resiliência e o Equilíbrio
A resiliência, a capacidade de superar adversidades, pode ser treinada como um músculo. Concentrar-nos no trabalho de equipa, nos aspetos positivos e no propósito maior da nossa profissão pode fazer uma grande diferença. Para mim, reservar tempo para hobbies, passar tempo com a família e amigos, e até mesmo praticar exercício físico, tornou-se inegociável. É impressionante como uma mente e um corpo mais sãos nos tornam advogados mais eficazes e, acima de tudo, mais felizes. Não é apenas sobre sobreviver, é sobre prosperar, com saúde e bem-estar.
O Marketing Jurídico Ético no Mundo Digital
Quem me conhece sabe que sou uma entusiasta do marketing digital, mas sempre com um olho nas regras da Ordem dos Advogados. No mercado competitivo de hoje, não podemos dar-nos ao luxo de ser invisíveis. No entanto, a forma como nos promovemos tem de ser impecável, focada em educar e informar, nunca em autopromoção direta ou promessas de resultados. Lembro-me de quando comecei e o marketing jurídico era quase um tabu. Hoje, com a digitalização, as pessoas procuram informações online antes de sequer pensarem em entrar em contacto. Por isso, a presença digital é crucial, mas tem de ser feita com ética e responsabilidade. O objetivo é posicionar-nos como autoridades na nossa área, construir confiança e credibilidade, e não apenas atrair clientes a qualquer custo.
Marketing de Conteúdo e SEO: A sua Voz no Mundo Digital
O marketing de conteúdo é, sem dúvida, uma das estratégias mais eficazes. Escrever artigos, publicações e guias sobre tópicos jurídicos relevantes não só atrai visitantes para o nosso website, como nos posiciona como uma fonte confiável de informação. Pessoalmente, adoro criar conteúdos que descomplicam a lei, respondem a perguntas comuns e abordam as mudanças mais recentes. E claro, o SEO – otimização para motores de busca – é o nosso melhor amigo aqui. Otimizar o nosso site com palavras-chave relevantes, como “advogado de família em Lisboa” ou “especialista em direito digital”, garante que quem nos procura nos encontra. É um investimento de tempo, sim, mas os resultados a longo prazo são incríveis, pois estabelecemos uma relação de confiança com o público antes mesmo de qualquer contacto direto.
Redes Sociais e Networking Online: Conexões que Geram Valor
As redes sociais, quando usadas de forma estratégica e ética, são ferramentas poderosas para divulgação de conteúdo e para interação. Plataformas como o LinkedIn, por exemplo, permitem-nos criar relações mais próximas, partilhar conhecimento e participar em discussões relevantes. Não se trata de publicar fotos das férias, mas de partilhar a nossa experiência, insights e visão sobre o mundo jurídico. O networking online, que inclui participar em webinars, grupos de discussão e até mesmo comentar em artigos de colegas, enriquece a nossa marca pessoal e abre portas para colaborações valiosas. É uma forma de nos tornarmos visíveis, mas sempre com foco no valor que podemos agregar à comunidade jurídica e aos potenciais clientes.
| Estratégia | Benefícios | Dicas Essenciais |
|---|---|---|
| Gestão do Tempo e Produtividade | Redução do stress, maior eficiência, cumprimento de prazos. | Usar a Matriz de Eisenhower, delegar tarefas, ferramentas digitais de organização. |
| Inteligência Artificial | Automatização de tarefas repetitivas, análise preditiva, otimização de tempo. | Adotar Legal Techs, manter supervisão humana, debater desafios éticos. |
| Bem-Estar e Saúde Mental | Maior resiliência, melhor qualidade de vida, desempenho sustentável. | Reconhecer sinais, procurar apoio, equilibrar vida pessoal/profissional. |
| Marketing Jurídico Ético | Posicionamento como autoridade, construção de confiança, atração de clientes qualificados. | Marketing de conteúdo, SEO, presença ética nas redes sociais. |
Desenvolvimento Contínuo e Novas Áreas do Direito
A advocacia, meus caros, é uma maratona, não uma corrida de velocidade. E, como em qualquer maratona, é preciso estar constantemente a treinar e a aprender. O Direito não é estático; ele evolui, adapta-se e, por vezes, transforma-se radicalmente com as mudanças sociais e tecnológicas. Lembro-me de quando o direito digital e a proteção de dados eram nichos para poucos, e hoje são áreas incontornáveis. É um privilégio ver como a nossa profissão se reinventa e abre portas para novos desafios. Se quisermos prosperar, precisamos de ter a mente aberta para o desenvolvimento contínuo e para explorar as novas áreas que surgem. Não se trata apenas de cumprir as horas de formação obrigatórias, mas de uma curiosidade genuína e de um desejo de estar sempre à frente.
Explorando as Tendências e Inovações Jurídicas
As tendências jurídicas para 2025 apontam para uma contínua transformação digital e uma crescente presença da IA. Áreas como cibersegurança, machine learning, e-commerce e ESG (Environmental, Social and Governance) estão a ganhar um destaque enorme. É fascinante ver como os escritórios e departamentos jurídicos estão a transformar-se para assumir um papel mais proativo como facilitadores de negócios, não apenas como “apagadores de fogos”. Precisamos de estar atentos a essas mudanças, participar em formações específicas e até mesmo pensar em especializações em áreas emergentes. A inovação jurídica não é só sobre tecnologia, é também sobre uma mudança de mentalidade, uma cultura de adaptação e melhoria contínua que nos permite oferecer serviços mais eficientes e de maior qualidade.
A Importância da Multidisciplinaridade e da Educação Continuada

Na minha trajetória, aprendi que ser um bom advogado vai além do conhecimento técnico-jurídico. A multidisciplinaridade é um trunfo valioso. Entender um pouco de tecnologia, de gestão, de comunicação, faz toda a diferença. Por isso, invisto sempre em cursos, workshops e seminários que me mantenham atualizada. Não só em Direito, mas em áreas que complementem a minha prática. Esta educação continuada não é um fardo, é uma oportunidade para expandir horizontes e oferecer um valor ainda maior aos clientes. Afinal, quem está à frente das novidades consegue antecipar problemas e propor soluções mais criativas e eficazes.
A Arte da Negociação e Mediação: Para Além do Litígio
Muitos veem o advogado como alguém que vive para o tribunal, para o litígio. E sim, faz parte da nossa essência lutar pelos direitos dos nossos clientes. Contudo, ao longo dos anos, percebi que a verdadeira arte da advocacia, muitas vezes, reside na capacidade de negociar e mediar. Não é sempre sobre ganhar ou perder de forma intransigente, mas sobre encontrar soluções que sejam mutuamente benéficas e que preservem relações. Acreditem, nem todos os conflitos precisam de acabar num processo judicial longo e desgastante. A negociação e a mediação são ferramentas poderosas para resolver disputas de forma mais célere e eficiente, e são habilidades que qualquer advogado moderno deve dominar.
Técnicas de Negociação Eficazes no Cenário Jurídico
Uma boa negociação começa com um profundo conhecimento do cliente e do caso. Mas vai além disso. É preciso desenvolver empatia, conseguir colocar-nos no lugar do outro para compreender as suas motivações e necessidades. Lembro-me de um caso complexo de divórcio onde as partes estavam irredutíveis. Só quando consegui fazê-los verbalizar os seus medos e anseios, para além das exigências legais, é que a porta para um acordo se abriu. A flexibilidade é outra chave: estar preparado para ajustar estratégias, propor acordos alternativos, como a mediação ou arbitragem, e até mesmo ceder em pontos menos importantes para garantir um acordo satisfatório para ambas as partes. É uma dança delicada, mas com prática, torna-se uma segunda natureza.
A Mediação como Caminho para a Pacificação de Conflitos
A mediação, em particular, é um meio extrajudicial, privado e voluntário de resolução de conflitos que aprecio muito. É especialmente vocacionada para litígios onde há interesse em manter ou melhorar as relações entre as partes – seja em contextos familiares, comerciais ou de vizinhança. O mediador, neutro e imparcial, auxilia as partes a dialogar, a perceber os seus interesses mútuos e a construir uma solução em conjunto. Tive a oportunidade de participar em mediações que, apesar de complexas, resultaram em acordos muito mais satisfatórios e duradouros do que qualquer sentença judicial poderia oferecer. É uma forma de “pacificação do conflito”, como costumo dizer, onde as partes são protagonistas da sua própria solução. Em Portugal, já existem sistemas de mediação familiar, laboral e penal, e acredito que veremos o seu uso crescer cada vez mais.
Construindo uma Marca Pessoal Sólida e Autêntica
No universo jurídico de hoje, ser um excelente advogado já não é o suficiente. Precisamos de ser vistos como excelentes advogados. E é aqui que entra a nossa marca pessoal, ou o famoso personal branding. Não se trata de uma autopromoção vazia, mas de construir uma imagem autêntica, baseada nos nossos valores, experiência e na forma como nos posicionamos no mercado. A nossa marca pessoal é a maneira como somos percebidos, e isso impacta diretamente a nossa reputação e a capacidade de atrair os clientes certos. Lembro-me de quando comecei e pensava que o meu nome e o meu trabalho falariam por si. E falam, claro, mas num mundo tão ruidoso, é preciso ajudar as pessoas a encontrar a nossa “voz”. É um processo contínuo, de reflexão e de ação, que nos ajuda a diferenciar-nos num campo altamente competitivo.
Definindo a Sua Identidade e Missão Profissional
O primeiro passo é sempre o mais difícil: quem sou eu como advogado? O que me distingue? Quais são os meus valores e a minha visão para a minha carreira? Refletir sobre estas questões é fundamental. Por exemplo, sou advogada que adora descomplicar o Direito para o público geral, e isso molda a forma como comunico, os temas que abordo e a minha presença online. Definir a nossa identidade e missão ajuda a direcionar todas as nossas ações, desde o tipo de casos que aceitamos até à forma como interagimos nas redes sociais. Não é sobre ser quem não somos, é sobre amplificar quem somos, de forma coerente e consistente.
Presença Digital e Consistência na Mensagem
Em um mundo cada vez mais digital, ter uma presença online forte é inegociável. Isso inclui um website profissional, perfis ativos nas redes sociais relevantes para a advocacia e, claro, a partilha de conteúdo de valor, como já falamos. A chave é a consistência. A nossa mensagem tem de ser clara e coesa em todas as plataformas. As pessoas precisam de saber o que representamos, quais são as nossas especialidades e como podemos ajudá-las. A forma como nos vestimos, como nos expressamos, a decoração do nosso escritório – tudo isso faz parte da nossa marca pessoal. É um conjunto de escolhas intencionais sobre como queremos ser percebidos pelo nosso público-alvo, sempre respeitando as diretrizes éticas da nossa profissão.
O Segredo da Resiliência: Lidando com Frustrações e Rejeições
Se há algo que a advocacia nos ensina é que a vida não é feita só de vitórias. Frustrações, contratempos e, sim, rejeições fazem parte do pacote. Lembro-me de um caso que parecia ganho, onde o desfecho foi completamente inesperado. A sensação de impotência e a desilusão foram enormes. Por momentos, pensei em desistir, em que talvez a advocacia não fosse para mim. Mas foi nessas alturas que a resiliência se tornou a minha maior aliada. A capacidade de recuperar após um revés, de superar situações de crise e de persistir numa profissão tão desafiante é o que nos distingue. É como um músculo que se treina, dia após dia. Não nascemos resilientes, tornamo-nos resilientes através das experiências e da forma como escolhemos reagir a elas.
Transformando Obstáculos em Oportunidades de Crescimento
Para mim, cada frustração, cada “não”, transformou-se numa oportunidade de aprendizagem. Depois daquele caso que mencionei, revisei toda a minha estratégia, analisei cada detalhe e procurei entender o que poderia ter feito diferente. Não para me culpar, mas para melhorar. Focar-me no que corre bem, em vez de me prender ao que corre mal, é uma mudança de mentalidade poderosa. Além disso, ter um propósito claro – ajudar as pessoas através do Direito – sempre me ajudou a reencontrar a motivação nos momentos mais difíceis. É importante ter um sistema de apoio, seja a família, amigos ou colegas de confiança, para partilhar as dificuldades e receber perspetivas diferentes. Ninguém tem de carregar o peso sozinho.
A Cultura do Apoio Mútuo na Comunidade Jurídica
Precisamos de fomentar uma cultura de apoio mútuo na nossa comunidade jurídica. É fundamental que os colegas se sintam à vontade para partilhar os seus desafios, sem receio de serem julgados. Lembro-me de um grupo de estudo que formei no início da carreira, onde partilhávamos não só dúvidas jurídicas, mas também as angústias do dia a dia. Esse apoio foi essencial. A resiliência não é um esforço solitário; é um esforço de grupo. É ter a coragem de ser vulnerável, de pedir ajuda e de saber que, mesmo nos dias mais cinzentos, há uma comunidade que nos apoia. Porque, no fundo, todos nós estamos no mesmo barco, navegando pelos desafios e pelas glórias da advocacia.
A Refletir Juntos, Para o Futuro da Advocacia
Chegamos ao fim de mais uma partilha e espero, de coração, que as minhas vivências e perspetivas vos ajudem a trilhar o vosso próprio caminho na advocacia moderna. A nossa profissão é verdadeiramente desafiadora, mas igualmente gratificante, e o segredo para prosperar reside na nossa capacidade de nos adaptarmos, de cuidarmos de nós próprios e de abraçarmos a inovação com ética e responsabilidade. Lembrem-se, o sucesso não é apenas sobre vitórias nos tribunais, mas sobre a jornada contínua de aprendizagem, crescimento e, acima de tudo, bem-estar.
Informações Úteis para a Sua Jornada
1. Otimize a sua gestão de tempo: Explore técnicas como a Matriz de Eisenhower e utilize ferramentas digitais para maximizar a sua produtividade diária e libertar tempo valioso.
2. Integre a Inteligência Artificial com sabedoria: Adote as novas tecnologias jurídicas para automatizar tarefas e obter análises preditivas, mas mantenha sempre a supervisão humana e o discernimento ético.
3. Priorize o seu bem-estar e saúde mental: Reconheça os sinais de esgotamento, não hesite em procurar apoio e encontre um equilíbrio saudável entre a vida profissional e pessoal.
4. Construa um marketing jurídico ético e eficaz: Invista em marketing de conteúdo e SEO para educar o seu público, e utilize as redes sociais de forma estratégica para construir a sua autoridade e credibilidade.
5. Abrace o desenvolvimento contínuo e a multidisciplinaridade: Mantenha-se atualizado com as tendências jurídicas e explore novas áreas do Direito para se adaptar e prosperar num cenário em constante mudança.
Pontos Chave a Reter para uma Advocacia de Sucesso
Em suma, a advocacia moderna exige uma combinação de adaptabilidade, ética e uma profunda atenção ao bem-estar pessoal. Gerir o tempo de forma inteligente, integrar a inteligência artificial como uma ferramenta poderosa, mas supervisionada, e cultivar uma marca pessoal autêntica e ética são pilares inegociáveis. Lembrem-se que a resiliência e a capacidade de negociar para além do litígio, aliadas a um compromisso contínuo com a aprendizagem e o apoio mútuo, são a receita para uma carreira jurídica não só de sucesso, mas também de realização plena.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Com a crescente carga de trabalho na advocacia, como podemos manter a resiliência e evitar o esgotamento profissional (burnout)?
R: Ah, a resiliência na advocacia… que tema tão pertinente, não é? Pela minha experiência, lidar com a pressão e o volume de trabalho é um desafio constante, quase um batismo de fogo para muitos.
Lembro-me de fases em que parecia que as horas do dia nunca chegariam, e o esgotamento estava à espreita. Mas aprendi que a resiliência não é apenas sobre “aguentar firme”, é sobre ter estratégias para nos protegermos.
Primeiro, a gestão de tempo é ouro. E não é só sobre listas de tarefas, é sobre priorizar de verdade. Aquela matriz de Eisenhower (urgente/importante) é uma maravilha para nos ajudar a focar no que realmente importa e não apenas no que “grita” mais alto.
Além disso, percebi que delegar tarefas que não exigem a nossa intervenção direta é fundamental. Muitos colegas, principalmente os mais novos, tendem a querer fazer tudo, mas isso é um caminho rápido para o esgotamento.
E, claro, as pausas regulares! Não é luxo, é necessidade. Lembro-me de uma fase em que negligenciava isso e o meu rendimento caiu a pique.
Hoje, faço questão de ter pequenos momentos para respirar, caminhar um pouco, ou simplesmente mudar o foco. E o mais importante, na minha opinião: ter uma rede de apoio.
Focar no trabalho em equipa, partilhar experiências e até desabafar com colegas que compreendem os nossos desafios ajuda imenso. A advocacia é uma maratona, não um sprint, e precisamos cuidar do “atleta” para chegar ao fim, e bem!
A Ordem dos Advogados, inclusive, já destaca a necessidade de os profissionais buscarem um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, visto ser um desafio para muitos.
P: Para além do conhecimento técnico, que outras competências são cruciais para um advogado se destacar no cenário atual e futuro?
R: Esta é uma pergunta excelente e que me faz sorrir, porque reflete a evolução que vi na nossa profissão ao longo dos anos. Quando comecei, como muitos, acreditava que dominar as leis e os processos era o suficiente.
Mas o mercado de trabalho está em constante mutação, e o advogado do futuro (que já é o presente!) precisa ir além do “saber o Direito”. As soft skills são, na minha opinião, um diferencial enorme.
A capacidade de comunicação, por exemplo, é vital. Não é só saber falar bem em tribunal, mas conseguir explicar temas complexos de forma clara aos clientes, negociar com eficácia e construir relações de confiança.
A análise de dados e a inteligência jurídica também são habilidades que vejo serem cada vez mais valorizadas, permitindo-nos interpretar informações e tomar decisões mais estratégicas para os nossos clientes.
E claro, a gestão! Saber gerir não só o tempo, como falámos antes, mas também o nosso escritório, os recursos e as equipas. Em Portugal, a necessidade de adaptação a realidades em permanente mutação, aliada à ética, à flexibilidade e à criatividade, são aspetos que o mercado valoriza e que fazem toda a diferença para quem quer ser um profissional de valor.
Temos que ser quase “empreendedores do Direito”, mesmo que trabalhemos numa grande sociedade!
P: Como a inteligência artificial (IA) está a impactar a advocacia portuguesa e de que forma os advogados podem integrar essa tecnologia de forma ética e eficaz?
R: A inteligência artificial… ah, que tema fascinante e que gera tanto burburinho, não é mesmo? Tenho acompanhado de perto esta revolução e, confesso, no início, senti aquele friozinho na barriga.
Será que iríamos ser substituídos? Mas o que vejo na prática é bem diferente: a IA não veio para nos substituir, mas para nos potenciar. Ferramentas que utilizam IA já nos permitem, por exemplo, detetar e analisar jurisprudência, contratos e legislação em questão de segundos, algo que antes nos consumia horas a fio.
Isso otimiza tarefas e liberta-nos para o que realmente importa: a análise estratégica e o contacto humano com o cliente. Em Portugal, já vemos escritórios a integrar estas ferramentas, como os LLMs (Large Language Models), para aumentar a eficiência e a produtividade.
No entanto, a ética é um ponto crucial! A Ordem dos Advogados tem vindo a discutir o papel da IA e a necessidade de regulamentação. Temos de questionar a fiabilidade das informações geradas, a customização dos produtos e, claro, a confidencialidade dos dados dos nossos clientes.
A minha dica de ouro é: encarem a IA como um auxiliar inteligente, um estagiário ultra-rápido, mas que precisa da nossa supervisão e conhecimento jurídico para validar e aplicar o que ele “aprende”.
A responsabilidade final é sempre nossa. É fundamental estar atualizado sobre as diretrizes e, acima de tudo, usar o bom senso para que a tecnologia seja uma aliada, e não uma armadilha, na construção de uma advocacia mais eficiente e justa.






